Exame BERA (PEATE): o que é, para que serve, como é feito e quando é indicado
Revisão médica:
Dra. Andrea Pires de Mello, Otorrinolaringologista da Clínica Luiz Pires de Mello
CRM-RJ 52.51976-9 | RQE 33762
Otorrinolaringologista, Chefe do Centro de Pesquisa em Audição e Equilíbrio da Clínica Pires de Mello e Mestre pela Fiocruz. Atua no diagnóstico e tratamento das doenças do ouvido, nariz e garganta, com foco em distúrbios auditivos e do equilíbrio.
Dra. Ana Carolina Pires de Mello, Otorrinolaringologista da Clínica Luiz Pires de Mello
CRM-RJ 114485-5 | RQE 51789
Otorrinolaringologista e Otologista pela USP, com atuação clínica e cirúrgica em pacientes de todas as idades, especializada em doenças otológicas e cirurgias do ouvido.
Última revisão médica: 19 de outubro de 2026.
Como saber se um bebê está ouvindo um som que ainda não consegue dizer que ouviu?
Essa pergunta ajuda a entender por que o exame BERA ocupa um lugar tão importante na investigação da audição.
Diferentemente de exames que dependem de o paciente levantar a mão, apertar um botão ou dizer que escutou determinado som, o BERA registra respostas elétricas produzidas pelo sistema auditivo depois da apresentação de estímulos sonoros.
Por isso, o exame pode ser especialmente útil para bebês e crianças pequenas, mas não é exclusivamente infantil. Adultos também podem realizar o BERA quando existe necessidade de avaliar objetivamente as respostas auditivas ou a condução neural das vias auditivas até o tronco encefálico.
O paciente não precisa dizer que ouviu. O BERA registra como o sistema auditivo respondeu ao som.
Na Clínica Luiz Pires de Mello, o exame integra a investigação especializada da audição quando existe suspeita de alteração auditiva, necessidade de avaliação mais detalhada ou situações em que a resposta do paciente aos sons precisa ser estudada objetivamente.
Resposta rápida
O BERA, também chamado de PEATE, Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico, é um exame eletrofisiológico que registra respostas do sistema auditivo provocadas por estímulos sonoros. Eletrodos colocados sobre a pele captam essa atividade enquanto sons são apresentados por fones. O exame pode contribuir para avaliar a condução neural auditiva e estimar limiares eletrofisiológicos sem depender de uma resposta consciente do paciente. É utilizado em bebês, crianças e adultos conforme a indicação clínica.
Fonte científica: https://www.asha.org/public/hearing/Auditory-Brainstem-Response/
O que é o exame BERA?
BERA é a sigla historicamente utilizada para Brainstem Evoked Response Audiometry.
No Brasil, o exame também é chamado de PEATE, Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico. Na literatura internacional, é muito frequente encontrar a sigla ABR, Auditory Brainstem Response.
O Guia para Realização da Triagem Auditiva Neonatal e Seguimento Assistencial, publicado pelo Ministério da Saúde, informa que PEATE é o termo mais utilizado para o exame eletrofisiológico que avalia as vias auditivas até o tronco encefálico, embora BERA e ABR também apareçam na literatura.
Fonte oficial: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_triagem_auditiva_neonatal.pdf
Durante o exame, estímulos sonoros são apresentados e eletrodos de superfície registram respostas elétricas relacionadas ao nervo auditivo e às vias neurais do tronco encefálico.
O NIDCD define o ABR como um exame que utiliza eletrodos posicionados na cabeça para registrar atividade elétrica relacionada ao nervo auditivo e a outras partes das vias auditivas centrais.
Fonte científica: https://www.nidcd.nih.gov/glossary/auditory-brainstem-response-abr-test
BERA e PEATE são a mesma coisa?
Na prática clínica, BERA e PEATE referem-se ao mesmo método eletrofisiológico.
A diferença está principalmente na nomenclatura.
O termo BERA tornou-se muito conhecido entre pacientes e profissionais. PEATE, entretanto, descreve com maior clareza a natureza do procedimento: trata-se do registro de potenciais elétricos evocados por estímulos auditivos nas vias que chegam ao tronco encefálico.
O próprio Ministério da Saúde esclarece que PEATE é a nomenclatura mais utilizada atualmente para esse exame, enquanto BERA e ABR são termos encontrados na literatura.
Fonte oficial: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_triagem_auditiva_neonatal.pdf
Essa diferença de nomenclatura também ajuda a evitar uma confusão importante: BERA não deve ser interpretado como equivalente automático a uma audiometria comportamental.
Para que serve o BERA?
O BERA pode responder a diferentes perguntas dentro da investigação auditiva.
Estimar respostas auditivas sem depender da resposta consciente
Essa é uma de suas maiores vantagens.
Na audiometria convencional, o paciente precisa reagir ao som apresentado. Dependendo da idade, ele pode apertar um botão, levantar a mão ou realizar uma atividade condicionada.
No BERA isso não é necessário.
A ASHA explica que os eletrodos registram a atividade em resposta aos sons e que o paciente pode permanecer descansando ou dormindo, sem precisar dizer ou fazer nada durante a coleta.
Fonte científica: https://www.asha.org/public/hearing/Auditory-Brainstem-Response/
Estimar limiares eletrofisiológicos
Quando o objetivo é pesquisar limiar, estímulos específicos podem ser apresentados em diferentes intensidades até que se identifique a menor intensidade em que uma resposta reproduzível ainda pode ser observada.
A ASHA descreve o uso de estímulos de frequência específica, incluindo tone burst e chirp, na estimativa eletrofisiológica de limiares auditivos.
Fonte científica: https://www.asha.org/practice-portal/clinical-topics/hearing-loss-in-children/
Avaliar a condução neural auditiva
O BERA também pode fornecer informações sobre a integridade e a sincronização da resposta neural desde estruturas auditivas periféricas até o nível do tronco encefálico.
Essa aplicação é particularmente importante quando existe suspeita de alterações do nervo auditivo ou de condições retrococleares.
A ASHA descreve a análise de ondas e latências do ABR na avaliação da integridade do VIII nervo craniano e da transmissão neural auditiva.
Fonte científica: https://www.asha.org/practice-portal/clinical-topics/hearing-loss-in-children/
BERA é a mesma coisa que audiometria?
Não.
Essa é uma das distinções mais importantes para compreender o exame.
A audiometria comportamental mede respostas do paciente aos sons apresentados. O BERA registra uma resposta eletrofisiológica produzida pelo sistema auditivo.
| Exame | O que observa principalmente | Precisa de resposta consciente? |
| Audiometria | Respostas comportamentais aos sons e, conforme o exame, à fala | Sim |
| BERA ou PEATE | Respostas eletrofisiológicas do sistema auditivo até o tronco encefálico | Não |
| Emissões otoacústicas | Função relacionada às células ciliadas externas da cóclea | Não |
| Imitanciometria | Funcionamento do ouvido médio e reflexos acústicos | Não como na audiometria |
A ASHA ressalta que a audiometria tonal comportamental é a medida direta da sensibilidade auditiva, enquanto procedimentos eletrofisiológicos, como o ABR, são utilizados para estimar limiares, especialmente quando respostas comportamentais confiáveis ainda não podem ser obtidas.
Fonte científica: https://www.asha.org/practice-portal/clinical-topics/hearing-loss-in-children/
Isso significa que os exames não competem entre si.
Eles podem fornecer informações diferentes e complementares.
Avaliar a audição não significa fazer sempre o mesmo exame. O BERA responde a perguntas que a audiometria comportamental nem sempre consegue responder sozinha.
Quem pode precisar fazer BERA?
A indicação depende da idade, dos sintomas, da história clínica, dos resultados de outros exames e da pergunta que precisa ser respondida.
| Situação | Por que o BERA pode entrar na investigação |
| Bebês | Permite obter respostas objetivas antes que seja possível realizar audiometria convencional confiável |
| Crianças pequenas | Pode complementar a investigação quando respostas comportamentais são inconclusivas |
| Suspeita de perda auditiva | Pode estimar respostas eletrofisiológicas e contribuir para caracterização do quadro |
| Resultado alterado na triagem auditiva | Pode integrar a etapa diagnóstica, conforme protocolo |
| Suspeita de alteração neural | Permite estudar respostas do nervo auditivo e das vias do tronco encefálico |
| Adultos | Pode ser utilizado quando há necessidade de investigação eletrofisiológica objetiva |
| Dificuldade de cooperação em exames comportamentais | O paciente não precisa responder conscientemente aos estímulos |
A ASHA considera o ABR um recurso particularmente importante em bebês e crianças que ainda não conseguem fornecer respostas comportamentais confiáveis e também em situações nas quais há dúvida sobre a integridade neural do sistema auditivo.
Fonte científica: https://www.asha.org/practice-portal/clinical-topics/hearing-loss-in-children/
Quando o BERA é indicado em bebês?
Os primeiros meses de vida apresentam um desafio específico: um bebê não consegue explicar se ouviu um som nem executar a resposta utilizada em uma audiometria convencional.
O BERA permite obter informações objetivas mesmo nessa fase.
Ele pode fazer parte da investigação quando existe resultado que necessita seguimento na triagem neonatal, suspeita clínica de perda auditiva, indicadores de risco, necessidade de diagnóstico audiológico mais detalhado ou impossibilidade de obter respostas comportamentais confiáveis.
A ASHA considera o ABR o procedimento de referência para estimativa de limiares auditivos em crianças pequenas demais para realizar adequadamente audiometria tonal comportamental.
Fonte científica: https://www.asha.org/practice-portal/clinical-topics/hearing-loss-in-children/
O Ministério da Saúde também reforça que a avaliação audiológica infantil deve combinar procedimentos fisiológicos, eletrofisiológicos e comportamentais conforme a idade e a necessidade clínica, adotando o princípio de que um único teste não deve, isoladamente, definir todo o diagnóstico.
Fonte oficial: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_triagem_auditiva_neonatal.pdf
BERA é o teste da orelhinha?
Não necessariamente.
Essa dúvida é muito comum porque uma tecnologia baseada na resposta auditiva de tronco encefálico pode ser utilizada tanto em triagem quanto em diagnóstico.
O teste da orelhinha, ou Triagem Auditiva Neonatal, é uma etapa de rastreamento. Ele procura identificar bebês que apresentam resultado satisfatório ou que precisam de nova avaliação.
A triagem pode utilizar PEATE automático, também chamado de AABR, emissões otoacústicas ou protocolos que combinam os dois métodos.
O CDC informa que a triagem auditiva neonatal pode ser realizada com AABR, OAE ou ambos. No AABR, eletrodos registram a resposta do sistema auditivo ao som de maneira automatizada.
Fonte oficial:
https://www.cdc.gov/hearing-loss-children-guide/parents-guide/newborn-hearing-screening.html
O BERA diagnóstico é diferente.
Ele permite uma avaliação eletrofisiológica mais detalhada, com protocolos escolhidos para responder a perguntas específicas, como estimativa de limiares em diferentes frequências ou investigação da condução neural.
O Ministério da Saúde diferencia no próprio fluxo assistencial a triagem realizada com PEATE automático das etapas posteriores de avaliação e diagnóstico audiológico.
Fonte oficial: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_triagem_auditiva_neonatal.pdf
O teste da orelhinha é uma triagem. O BERA diagnóstico é uma investigação eletrofisiológica mais detalhada.
Quando uma criança pode precisar fazer BERA?
A criança pode precisar do exame quando o especialista necessita de informações objetivas sobre sua audição e as respostas comportamentais não são suficientes ou confiáveis.
Isso pode ocorrer por idade, desenvolvimento, dificuldade de colaboração, resultado inconclusivo em outros exames ou necessidade de estudar a integridade das vias auditivas.
Em crianças com mais de seis meses, a ASHA recomenda que o BERA faça parte da bateria quando os resultados audiométricos comportamentais forem inconclusivos ou quando existir questionamento sobre a integridade neurológica das vias auditivas até o tronco encefálico.
Fonte científica: https://www.asha.org/practice-portal/clinical-topics/hearing-loss-in-children/
Atraso de fala significa que a criança precisa fazer BERA?
Não automaticamente.
Atraso no desenvolvimento da fala pode justificar uma avaliação da audição porque ouvir adequadamente é importante para aquisição e desenvolvimento da linguagem.
Entretanto, isso não significa que toda criança com atraso de fala precise realizar BERA.
O exame pode entrar na investigação quando existe indicação para uma avaliação auditiva objetiva, quando outros testes são inconclusivos ou quando a criança ainda não consegue fornecer respostas comportamentais confiáveis.
O Guia do Ministério da Saúde considera preocupações dos responsáveis relacionadas à audição, fala, linguagem, atraso do desenvolvimento ou regressão como situações que justificam avaliação auditiva adicional.
Fonte oficial: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_triagem_auditiva_neonatal.pdf
A pergunta correta, portanto, não é apenas “atraso de fala precisa de BERA?”.
A audição desta criança já foi adequadamente avaliada para a idade e para sua capacidade de responder aos exames?
Adultos também fazem BERA?
Sim.
Apesar de ser muito conhecido pela aplicação em bebês e crianças, o BERA também pode ser utilizado em adultos.
A página de exames da Clínica Luiz Pires de Mello descreve sua aplicação na avaliação das vias auditivas e na determinação de respostas auditivas em adultos, crianças e bebês.
Em adultos, a indicação pode estar relacionada à necessidade de avaliar objetivamente a condução neural auditiva, complementar outros exames ou investigar situações em que o especialista necessita de informação eletrofisiológica.
A própria ASHA inclui ABR entre os procedimentos que podem integrar a avaliação audiológica de adultos.
Fonte científica: https://www.asha.org/practice-portal/clinical-topics/hearing-loss
Como é feito o exame BERA?
O procedimento pode variar conforme o protocolo, a idade e a finalidade do teste, mas a lógica básica é semelhante.
| Etapa | O que acontece |
| Preparação da pele | As áreas onde os eletrodos serão posicionados são preparadas para melhorar a qualidade do registro |
| Colocação dos eletrodos | Pequenos eletrodos são fixados sobre a pele da cabeça e região próxima às orelhas |
| Posicionamento dos fones | Os estímulos sonoros são apresentados por fones ou transdutores adequados |
| Apresentação do som | Cliques, tone bursts, chirps ou outros estímulos podem ser utilizados conforme o protocolo |
| Registro elétrico | Os eletrodos captam respostas relacionadas à atividade do sistema auditivo |
| Repetição | O equipamento realiza múltiplos registros para verificar se as respostas são reproduzíveis |
| Análise | O profissional interpreta presença das ondas, latências, intensidade e outras características do registro |
A ASHA descreve a utilização de fones de inserção para apresentar os estímulos e eletrodos posicionados na testa e em regiões próximas às orelhas para captar as respostas neurais.
Fonte científica: https://www.asha.org/practice-portal/clinical-topics/hearing-loss-in-children/
O BERA dói?
O registro do BERA é não invasivo.
Os eletrodos são colocados sobre a pele para captar atividade elétrica. Eles não são introduzidos no cérebro, não perfuram a pele e não são utilizados para aplicar choque ao paciente.
O que o equipamento envia é um estímulo sonoro por meio dos fones. Os eletrodos apenas registram as respostas produzidas.
O NIDCD descreve o ABR como um procedimento que utiliza eletrodos colocados na cabeça para monitorar a atividade elétrica em resposta ao som.
Fonte científica: https://www.nidcd.nih.gov/glossary/auditory-brainstem-response-abr-test
Os eletrodos do BERA dão choque?
Não.
Essa é uma preocupação frequente, principalmente entre os pais.
Os eletrodos funcionam como sensores.
Eles captam sinais elétricos extremamente pequenos gerados pela atividade do sistema auditivo depois que o som é apresentado.
Não são utilizados para estimular eletricamente a criança.
Por que o paciente precisa ficar parado ou dormir?
O BERA registra sinais elétricos muito pequenos.
Movimentos musculares, tensão e atividade corporal podem produzir interferências no registro, conhecidas como artefatos.
Por isso, quanto mais tranquilo e imóvel estiver o paciente, melhor tende a ser a qualidade técnica da coleta.
Em recém-nascidos e bebês pequenos, o exame frequentemente pode ser realizado durante o sono natural. Crianças maiores ou muito ativas podem apresentar maior dificuldade para permanecer nas condições necessárias durante todo o protocolo. A ASHA informa que bebês com menos de três meses frequentemente conseguem realizar ABR durante sono natural, enquanto alguns lactentes maiores podem precisar de sedação ou anestesia para que seja possível obter registros de boa qualidade quando clinicamente indicado.
Fonte científica: https://www.asha.org/practice-portal/clinical-topics/hearing-loss-in-children/
BERA precisa de sedação?
Nem sempre.
Muitos exames são realizados durante sono natural, principalmente em bebês pequenos.
A necessidade de sedação depende da idade, do comportamento da criança, da duração do protocolo, da quantidade de informação que precisa ser obtida e da possibilidade de conseguir um registro tecnicamente adequado sem movimentação excessiva.
Quando a sedação é necessária, ela deve ser realizada dentro de um protocolo apropriado e com equipe preparada para monitorização pediátrica. A ASHA ressalta que sedação e anestesia possuem riscos próprios e, quando necessárias para avaliação auditiva, devem ocorrer em ambiente com profissionais treinados para esse cuidado.
Fonte científica: https://www.asha.org/practice-portal/clinical-topics/hearing-loss-in-children/
A Clínica Luiz Pires de Mello possui também uma abordagem específica para BERA com sedação em bebês e crianças, indicada em situações selecionadas em que não é possível obter as condições adequadas para o exame convencional.
BERA com sedação para bebês e crianças
Como preparar um bebê ou uma criança para o BERA?
O preparo depende principalmente de o exame ser planejado para sono natural ou com outro protocolo.
Para o BERA durante sono natural, a meta é aumentar a chance de a criança adormecer e permanecer dormindo durante a coleta.
Na orientação atualmente publicada pela Clínica Luiz Pires de Mello para seu protocolo sem sedação, recomenda-se acordar a criança antes do horário habitual, evitar que durma no trajeto e, quando adequado à idade, programar a alimentação para próximo ao momento do exame, favorecendo o sono após estar alimentada.
Essas orientações são específicas do protocolo do serviço. O responsável deve seguir sempre as instruções recebidas no agendamento, especialmente quando houver sedação, condição clínica particular ou necessidade de preparo diferente.
https://clinicaluizpiresdemello.com.br/exames/
Quanto tempo dura o exame BERA?
A duração depende do objetivo do teste, do número de frequências avaliadas, da necessidade de pesquisa de limiar, do estado de sono e da colaboração do paciente.
A Clínica Luiz Pires de Mello informa duração aproximada de 20 a 30 minutos para seu protocolo de BERA sem sedação em bebês e crianças, embora exames diagnósticos mais extensos possam exigir tempo adicional conforme a quantidade de registros necessária.
Fonte:
Por isso, não é adequado considerar 20 ou 30 minutos uma duração universal para todo BERA.
Existem diferentes tipos de BERA?
Sim.
“Fazer um BERA” não significa necessariamente executar um único protocolo idêntico para todos os pacientes.
O estímulo, a intensidade, a via de apresentação e os parâmetros analisados variam conforme aquilo que o profissional precisa descobrir.
BERA com estímulo clique
O clique estimula uma região relativamente ampla da cóclea e pode ser utilizado em determinadas avaliações das respostas neurais e da sincronização auditiva.
BERA com estímulos de frequência específica
Quando é necessário estimar respostas relacionadas a regiões específicas de frequência, podem ser utilizados estímulos como tone bursts ou chirps.
A ASHA descreve o uso de estímulos de frequência específica, com avaliações frequentemente realizadas em 500, 1.000, 2.000 e 4.000 Hz, para estimativa de limiares eletrofisiológicos.
Fonte científica: https://www.asha.org/practice-portal/clinical-topics/hearing-loss-in-children/
BERA com CE-Chirp
O CE-Chirp é uma opção de estímulo utilizada em protocolos eletrofisiológicos.
A Clínica Luiz Pires de Mello informa realizar PEATE/BERA com estímulo CE-Chirp para pesquisa do limiar eletrofisiológico.
BERA por via aérea
Na via aérea, o estímulo é apresentado por fones, percorrendo o sistema auditivo pelo caminho habitual.
BERA por via óssea
Na via óssea, utiliza-se um vibrador ósseo para transmitir a estimulação através do crânio.
A avaliação por via óssea pode ajudar a compreender o tipo de alteração quando o BERA por via aérea apresenta resultado anormal ou existe suspeita de componente condutivo.
Fonte científica:
https://www.asha.org/practice-portal/clinical-topics/hearing-loss-in-children/
PEATE automático
O PEATE automático é utilizado principalmente em protocolos de triagem.
O próprio equipamento aplica critérios automáticos de “passa” ou “falha”, diferentemente da investigação diagnóstica detalhada.
O estímulo e a técnica utilizados no BERA dependem da pergunta que o exame precisa responder.
BERA por via aérea e via óssea: qual é a diferença?
A via aérea avalia a resposta ao som apresentado por fones, portanto o estímulo atravessa ouvido externo, ouvido médio, cóclea e vias neurais auditivas.
Na via óssea, o estímulo é transmitido por vibração óssea, reduzindo a influência do caminho pelo ouvido externo e médio.
Quando existe alteração no BERA por via aérea ou suspeita de componente condutivo, o BERA por via óssea pode ajudar na diferenciação do tipo de perda auditiva.
Fonte científica: https://www.asha.org/practice-portal/clinical-topics/hearing-loss-in-children/
A Clínica Luiz Pires de Mello informa disponibilizar pesquisa de limiar eletrofisiológico por via aérea e via óssea.
O que é BERA de frequência específica?
É um protocolo no qual são utilizados estímulos planejados para fornecer informação relacionada a diferentes faixas de frequência auditiva.
Isso é especialmente útil porque um único estímulo amplo não descreve necessariamente toda a configuração da audição.
Na estimativa eletrofisiológica de limiar, a ASHA descreve o uso de tone bursts ou chirps em frequências específicas, com redução progressiva da intensidade até a menor resposta reproduzível identificável.
Fonte científica: https://www.asha.org/practice-portal/clinical-topics/hearing-loss-in-children/
O que é limiar eletrofisiológico?
O limiar eletrofisiológico corresponde à menor intensidade em que o examinador consegue identificar uma resposta eletrofisiológica reproduzível para determinado estímulo dentro do protocolo utilizado.
Ele não deve ser automaticamente interpretado como exatamente o mesmo valor que apareceria em uma audiometria comportamental.
A ASHA informa que, dependendo da frequência testada e do grau de perda, limiares obtidos pelo ABR em dB nHL podem diferir dos limiares comportamentais em dB HL, sendo utilizados fatores de correção na estimativa clínica.
Fonte científica: https://www.asha.org/practice-portal/clinical-topics/hearing-loss-in-children/
Essa é uma das razões pelas quais o laudo deve ser interpretado por profissionais capacitados e dentro do conjunto da avaliação audiológica.
O BERA detecta perda auditiva?
O BERA pode identificar respostas compatíveis com alteração auditiva e contribuir para a estimativa da função auditiva, mas nenhum resultado deve ser interpretado fora do contexto clínico e da bateria de exames.
Uma resposta ausente ou alterada pode estar relacionada a diferentes tipos de perda auditiva ou a alterações na transmissão neural, dependendo do protocolo e dos demais achados.
Fonte científica:
https://www.asha.org/practice-portal/clinical-topics/hearing-loss-in-children/
O Ministério da Saúde reforça o princípio do cross check, segundo o qual um único procedimento não deve ser utilizado isoladamente para estabelecer todo o diagnóstico audiológico infantil.
Fonte oficial:
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_triagem_auditiva_neonatal.pdf
O BERA mostra exatamente o grau da perda auditiva?
Não deve ser interpretado dessa forma simplificada.
O exame pode ser utilizado para estimar limiares eletrofisiológicos e contribuir para caracterizar a audição.
Entretanto, resultado eletrofisiológico e limiar comportamental não são conceitos idênticos.
A ASHA recomenda que, assim que o desenvolvimento da criança permitir, respostas comportamentais sejam obtidas para confirmar os níveis auditivos, porque o BERA mede a resposta eletrofisiológica até o tronco encefálico.
Fonte científica:
https://www.asha.org/practice-portal/clinical-topics/hearing-loss-in-children/
O BERA pode estimar a audição. Não deve ser lido como se fosse simplesmente uma audiometria feita enquanto o paciente dorme.
BERA normal significa que toda a audição está normal?
Não necessariamente.
Um resultado dentro dos padrões esperados significa que as respostas analisadas naquele protocolo foram compatíveis com a normalidade para os parâmetros estudados.
Isso não significa que um único BERA tenha avaliado todos os aspectos possíveis da audição.
O resultado depende dos estímulos utilizados, das frequências pesquisadas, da intensidade, da via de apresentação e da finalidade clínica do exame.
Dependendo da dúvida diagnóstica, audiometria comportamental, emissões otoacústicas, imitanciometria ou outros procedimentos podem fornecer informações complementares.
Por isso, um BERA normal deve ser interpretado dentro da bateria audiológica e da história clínica, e não como uma avaliação universal de todo o sistema auditivo.
O que significam as ondas do BERA?
O registro do BERA apresenta uma sequência de potenciais identificáveis após o estímulo sonoro.
Na avaliação clínica clássica, ondas como I, III e V podem ser analisadas em determinadas aplicações.
O profissional observa aspectos como presença da resposta, formato, latência absoluta, intervalos entre ondas, reprodutibilidade e comportamento da resposta diante das diferentes intensidades apresentadas.
A ASHA descreve a análise das ondas I, III e V e das latências absolutas e interpicos quando o objetivo é estudar sincronização neural e integridade do VIII nervo craniano.
Fonte científica:
https://www.asha.org/practice-portal/clinical-topics/hearing-loss-in-children/
O que é a onda V no BERA?
A onda V é uma das respostas mais importantes e robustas do registro do BERA.
Ela possui relevância tanto em análises da condução neural quanto em protocolos de estimativa de limiar, dependendo do estímulo e da finalidade do exame.
Isso não significa que o paciente deva tentar interpretar isoladamente a presença, ausência ou latência da onda V no próprio laudo.
Um resultado precisa ser analisado levando em consideração idade, intensidade, estímulo utilizado, via de apresentação, demais ondas e informações audiológicas associadas.
Como interpretar o laudo do BERA?
O laudo pode apresentar termos como:
Latência: tempo entre a apresentação do estímulo e determinada resposta.
Latência interpico: intervalo entre determinadas ondas.
Reprodutibilidade: capacidade de obter novamente uma resposta semelhante quando o registro é repetido.
Limiar eletrofisiológico: menor intensidade em que uma resposta reproduzível foi identificada.
Via aérea ou via óssea: caminho utilizado para apresentar o estímulo.
Clique, tone burst ou chirp: tipo de estímulo utilizado.
Esses termos ajudam a descrever o registro, mas não devem ser utilizados para autodiagnóstico.
Um BERA normal responde às perguntas para as quais aquele protocolo foi realizado. Ele não significa automaticamente que todos os aspectos possíveis da audição e do processamento auditivo foram examinados.
Da mesma forma, um resultado alterado não estabelece sozinho a causa definitiva do problema.
A ASHA recomenda interpretação integrada da bateria de testes, da história médica e do desenvolvimento do paciente.
Fonte científica:
https://www.asha.org/practice-portal/clinical-topics/hearing-loss-in-children/
BERA, audiometria, emissões otoacústicas e imitanciometria: qual a diferença?
Nenhum desses exames substitui automaticamente todos os outros.
| Exame | Principal informação fornecida |
| Audiometria | Resposta comportamental do paciente a sons e fala |
| BERA ou PEATE | Respostas eletrofisiológicas das vias auditivas até o tronco encefálico |
| Emissões otoacústicas | Funcionamento relacionado às células ciliadas externas da cóclea |
| Imitanciometria | Funcionamento do ouvido médio, tímpano e reflexos acústicos |
As emissões otoacústicas podem estar presentes mesmo em algumas alterações neurais, como a neuropatia auditiva, enquanto o ABR pode apresentar importante alteração. O NIDCD explica que justamente a combinação entre ABR e emissões otoacústicas é utilizada na investigação de neuropatia auditiva.
Fonte científica: https://www.nidcd.nih.gov/health/auditory-neuropathy
Essa diferença demonstra por que a investigação audiológica moderna utiliza exames complementares em vez de tentar responder todas as perguntas com um único teste.
BERA pode ajudar na investigação de neuropatia auditiva?
Sim.
Na neuropatia auditiva, a cóclea pode apresentar determinada atividade preservada enquanto existe alteração na sincronização ou transmissão neural do sinal auditivo.
Por isso, uma combinação característica pode incluir emissões otoacústicas presentes e respostas do BERA ausentes ou significativamente alteradas.
Esse padrão não deve ser interpretado pelo paciente isoladamente. A investigação depende da combinação dos exames audiológicos, da história clínica e da avaliação especializada.
Esse exemplo mostra por que BERA e emissões otoacústicas respondem a perguntas diferentes e podem ser necessários no mesmo paciente.
Fonte científica: https://www.nidcd.nih.gov/health/auditory-neuropathy
Onde fazer exame BERA em Niterói?
A Clínica Luiz Pires de Mello realiza BERA/PEATE dentro de sua estrutura de exames auditivos.
Entre os protocolos atualmente informados pela clínica estão pesquisa de limiar eletrofisiológico com estímulo CE-Chirp e pesquisa de limiar por via aérea e via óssea. A clínica também possui abordagem específica para BERA com sedação em bebês e crianças quando existe indicação.
Para famílias que precisam compreender especificamente quando a sedação pode ser considerada:
BERA com sedação para bebês e crianças
Perguntas frequentes sobre o exame BERA
O que é BERA?
É um exame eletrofisiológico que registra respostas do sistema auditivo após estímulos sonoros utilizando eletrodos colocados sobre a pele.
O que significa PEATE?
Significa Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico.
BERA e PEATE são a mesma coisa?
Sim. São nomenclaturas utilizadas para o mesmo método eletrofisiológico. ABR é a sigla frequentemente usada na literatura internacional.
Para que serve o exame BERA?
Pode ser utilizado para estimar respostas auditivas, avaliar a condução neural e complementar a investigação audiológica em bebês, crianças e adultos.
O BERA detecta perda auditiva?
Pode identificar respostas compatíveis com alteração auditiva e estimar limiares eletrofisiológicos, mas deve ser interpretado junto com a história clínica e outros exames quando indicados.
O BERA mostra o grau da perda auditiva?
Ele pode contribuir para estimar limiares, mas o limiar eletrofisiológico não deve ser tratado automaticamente como idêntico ao limiar comportamental da audiometria.
Como é feito o exame BERA?
Eletrodos são colocados sobre a pele, sons são apresentados por fones e o equipamento registra as respostas elétricas do sistema auditivo.
O exame BERA dói?
O registro é não invasivo. Os eletrodos ficam sobre a pele e servem para captar atividade elétrica.
Os eletrodos do BERA dão choque?
Não. Eles funcionam como sensores para registrar as respostas eletrofisiológicas.
A criança precisa dormir para fazer BERA?
Em bebês e crianças pequenas, o sono facilita o registro porque reduz movimentos e interferência muscular.
Todo BERA precisa de sedação?
Não. Muitos bebês realizam o exame em sono natural. A sedação pode ser considerada em situações selecionadas quando não é possível obter condições técnicas adequadas.
Quanto tempo dura o exame?
A duração varia conforme o protocolo. A Clínica Luiz Pires de Mello informa aproximadamente 20 a 30 minutos para seu protocolo sem sedação, mas avaliações mais extensas podem levar mais tempo.
Bebê pode fazer BERA?
Sim. O exame é particularmente útil nessa faixa etária porque não depende de uma resposta consciente ao som.
Adultos podem fazer BERA?
Sim. O BERA também possui indicações em adultos quando é necessária investigação eletrofisiológica das vias auditivas.
Atraso de fala é motivo para avaliar a audição?
Pode ser. Alterações auditivas estão entre as condições que precisam ser consideradas em uma criança com atraso de fala. O exame adequado depende da idade e da avaliação clínica.
Depois de uma alteração na triagem, quanto tempo existe para concluir o diagnóstico?
O acompanhamento não deve ser indefinidamente adiado. Programas de detecção e intervenção auditiva precoce utilizam internacionalmente as referências conhecidas como 1-3-6:
até 1 mês: realizar a triagem auditiva;
até 3 meses: concluir a avaliação diagnóstica quando o bebê não passa na triagem;
até 6 meses: iniciar os serviços de intervenção quando uma perda auditiva é confirmada.
Esses marcos existem porque os primeiros meses são decisivos para o desenvolvimento da comunicação e da linguagem. O BERA diagnóstico pode fazer parte desse processo quando existe indicação audiológica.
Fonte oficial:
https://www.cdc.gov/hearing-loss-children/articles/baby-hearing-screening-infographic.html
BERA é o teste da orelhinha?
Não necessariamente. O teste da orelhinha é uma triagem neonatal, que pode utilizar PEATE automático ou emissões otoacústicas. O BERA diagnóstico é uma investigação mais detalhada.
Qual a diferença entre BERA e emissões otoacústicas?
O BERA registra respostas eletrofisiológicas das vias auditivas. As emissões otoacústicas avaliam respostas relacionadas às células ciliadas externas da cóclea.
Qual a diferença entre BERA e audiometria?
A audiometria depende da resposta comportamental do paciente. O BERA registra respostas eletrofisiológicas sem exigir que o paciente informe conscientemente quando ouviu.
O que é BERA por frequência específica?
É um protocolo que utiliza estímulos planejados para fornecer informações relacionadas a frequências específicas e auxiliar na estimativa de limiares eletrofisiológicos.
O que significa onda V no BERA?
É uma das respostas mais importantes do registro e pode ser analisada em diferentes aplicações clínicas, inclusive durante pesquisa de limiar.
O que é limiar eletrofisiológico?
É a menor intensidade na qual uma resposta eletrofisiológica reproduzível pode ser identificada para determinado estímulo no protocolo utilizado.
Quando é usado BERA por via óssea?
Pode ser utilizado quando há alteração no resultado por via aérea ou suspeita de componente condutivo, ajudando na caracterização do tipo de perda auditiva.
Como preparar uma criança para o BERA?
O preparo depende do protocolo. Quando o exame é planejado para sono natural, pode ser orientado ajustar o horário de sono e alimentação para aumentar a chance de a criança permanecer dormindo. Siga sempre as orientações fornecidas pelo serviço.
Onde fazer BERA em Niterói?
A Clínica Luiz Pires de Mello realiza BERA/PEATE e diferentes protocolos de pesquisa eletrofisiológica auditiva em Niterói.
Quando a audição precisa de uma resposta objetiva, o BERA pode ser o próximo passo
Nem toda avaliação auditiva precisa que o paciente diga “sim, ouvi”.
Esse é justamente o valor do BERA.
Ao registrar respostas eletrofisiológicas geradas após a apresentação do som, o exame permite investigar a audição de bebês que ainda não falam, crianças que não conseguem colaborar adequadamente com testes convencionais e adultos que precisam de uma avaliação objetiva das vias auditivas.
Mas a precisão começa antes do equipamento.
O BERA deve ser escolhido porque existe uma pergunta clínica que ele pode ajudar a responder, e seus resultados precisam ser interpretados junto com a história do paciente e os demais exames necessários.
Se existe suspeita de alteração auditiva, atraso no desenvolvimento da fala, resultado que precisa ser esclarecido após a triagem auditiva ou necessidade de uma investigação mais detalhada da audição, uma avaliação especializada pode definir se o BERA é o exame adequado para o caso.
Agende uma avaliação
📞 👉 Entre em contato com nossa equipe para agendar a sua Avaliação, esclarecer dúvidas e receber todas as orientações necessárias. Estamos prontos para oferecer um atendimento acolhedor e especializado para você e sua família.
Fontes oficiais, acadêmicas e científicas
Post que serviu de inspiração para a criação deste artigo:
https://www.instagram.com/p/DeQMkb1JP5w/
Ministério da Saúde, Guia para Realização da Triagem Auditiva Neonatal e Seguimento Assistencial:
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_triagem_auditiva_neonatal.pdf
American Speech-Language-Hearing Association, Auditory Brainstem Response:
https://www.asha.org/public/hearing/Auditory-Brainstem-Response/
American Speech-Language-Hearing Association, Hearing Loss in Children:
https://www.asha.org/practice-portal/clinical-topics/hearing-loss-in-children/
American Speech-Language-Hearing Association, Newborn Hearing Screening:
https://www.asha.org/practice-portal/professional-issues/newborn-hearing-screening/
National Institute on Deafness and Other Communication Disorders, Auditory Brainstem Response:
https://www.nidcd.nih.gov/glossary/auditory-brainstem-response-abr-test
National Institute on Deafness and Other Communication Disorders, Auditory Neuropathy:
https://www.nidcd.nih.gov/health/auditory-neuropathy
Centers for Disease Control and Prevention, Newborn Hearing Screening:
https://www.cdc.gov/hearing-loss-children-guide/parents-guide/newborn-hearing-screening.html
Clínica Luiz Pires de Mello, Exames:
https://clinicaluizpiresdemello.com.br/exames/
Clínica Luiz Pires de Mello, BERA com Sedação para Bebês e Crianças:
https://clinicaluizpiresdemello.com.br/bera-com-sedacao-bebes-e-criancas/
Sobre o Autor
Responsável técnico pelo conteúdo:
Equipe médica da Clínica Luiz Pires de Mello
Especialidade: Otorrinolaringologia
Este conteúdo foi desenvolvido com base na experiência clínica acumulada pela Clínica Luiz Pires de Mello, instituição dedicada à Otorrinolaringologia desde 1962. Com mais de seis décadas de atuação contínua, a clínica reúne tradição médica, precisão diagnóstica e atendimento centrado no paciente, contribuindo para a educação em saúde por meio de conteúdos informativos baseados em prática clínica e conhecimento científico.
Unidade Fonseca
Rua Gonçalves Lêdo, 26, Fonseca, Niterói, RJ
Telefone: (21) 2625-1818
Exames audiométricos: (21) 2625-3083
Unidade Icaraí
Av Roberto Silveira 488 / 11° andar
Consulta com hora marcada.
Telefone: (21) 2612-2288