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Nariz sangrando: o que fazer na hora, causas e quando procurar atendimento

7 de agosto de 2026/em Nariz, Seios da Face/por Equipe médica da Clínica Luiz Pires de Mello

Ver sangue saindo do nariz assusta, principalmente quando o sangramento começa de repente. A boa notícia é que muitos episódios de sangramento nasal, chamado de epistaxe na linguagem médica, podem ser controlados com medidas simples realizadas corretamente.

Mas existe uma diferença importante entre um episódio ocasional e um nariz que sangra repetidamente, em grande quantidade ou não para após compressão adequada. Nesses casos, simplesmente estancar o sangue não basta. É necessário compreender por que o sangramento aconteceu.

A regra prática é simples: primeiro, controle o sangramento. Depois, investigue a causa quando houver recorrência, intensidade importante ou sinais de alerta.

 

Post da Clínica Luiz Pires de Mello que inspirou este artigo:Instagram da Clínica Luiz Pires de Mello:

Post da Clínica Luiz Pires de Mello que inspirou este artigo: Instagram da Clínica Luiz Pires de Mello

Nariz sangrando? Faça isso agora

Se o nariz começou a sangrar, sente-se, mantenha a cabeça ligeiramente inclinada para a frente e pressione firmemente a parte macia do nariz, logo acima das narinas, por cerca de 10 a 15 minutos sem soltar. Respire pela boca. Não deite e não incline a cabeça para trás. NHS e Mayo Clinic recomendam posição ereta, inclinação para a frente e compressão contínua como medidas iniciais para controlar a epistaxe.

1. Sente-se e mantenha-se ereto

Ficar sentado ajuda a reduzir a pressão nos vasos sanguíneos da região nasal e permite controlar melhor o sangramento.

Evite deitar enquanto o nariz estiver sangrando.

2. Incline a cabeça levemente para a frente

A cabeça não deve ser jogada para trás.

Inclinar-se para a frente ajuda a evitar que o sangue escorra para a garganta, seja engolido e provoque náusea ou vômito.

3. Aperte a parte macia do nariz

Use o polegar e o indicador para pressionar as duas narinas na região macia do nariz.

A pressão deve ser firme e contínua.

Mesmo que apenas uma narina esteja sangrando, comprimir os dois lados facilita a pressão sobre a região anterior do septo nasal, onde surgem muitos episódios de epistaxe.

4. Mantenha a pressão sem interromper

Não solte o nariz a cada minuto para conferir se o sangramento parou.

Mantenha a compressão continuamente por aproximadamente 10 a 15 minutos, observando o relógio.

A diretriz clínica da American Academy of Otolaryngology, Head and Neck Surgery também considera a compressão firme e sustentada da região inferior do nariz uma intervenção inicial para sangramento ativo.

5. Respire pela boca

Enquanto mantém as narinas comprimidas, respire normalmente pela boca.

Caso algum sangue chegue à boca, prefira cuspi-lo em vez de engoli-lo.

E o gelo?

Uma compressa fria sobre a região externa do nariz pode ser utilizada como medida auxiliar. No entanto, o próprio NHS informa que a evidência sobre seu benefício é limitada. A medida mais importante continua sendo a compressão correta e contínua da parte macia do nariz.

O que não fazer quando o nariz está sangrando?

Alguns hábitos populares podem dificultar o controle da epistaxe.

Faça Evite
Sente-se Deitar
Incline a cabeça para a frente Jogar a cabeça para trás
Pressione a parte macia do nariz Apertar somente a região óssea
Mantenha pressão contínua Soltar repetidamente para conferir
Respire pela boca Engolir grande quantidade de sangue
Aguarde o tempo completo da compressão Assoar o nariz imediatamente
Procure assistência se o quadro for intenso ou persistente Introduzir papel, algodão ou objetos na narina

Colocar a cabeça para trás é especialmente inadequado porque favorece o escoamento do sangue em direção à garganta.

O que é epistaxe?

Epistaxe é o termo médico utilizado para o sangramento que se origina nas narinas, na cavidade nasal ou na região posterior do nariz.

A parte interna do nariz possui muitos vasos sanguíneos próximos à superfície. Ressecamento, manipulação, inflamação ou pequenos traumas podem romper esses vasos e provocar sangramento.

Na maioria dos episódios, a origem está mais próxima da parte anterior do nariz. Sangramentos originados em regiões posteriores são menos frequentes e podem exigir avaliação hospitalar, principalmente quando apresentam maior intensidade ou dificuldade de controle.


Sangramento nasal é muito comum. A diretriz clínica da American Academy of Otolaryngology, Head and Neck Surgery estima que pelo menos 60% das pessoas nos Estados Unidos apresentam algum episódio de epistaxe ao longo da vida, embora apenas cerca de 6% procurem atendimento médico por causa do sangramento. A maioria dos episódios é limitada, mas quadros intensos, persistentes ou recorrentes exigem atenção diferente.

Fonte científica:
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31910111/

 

Por que o nariz sangra?

Não existe uma única causa para nariz sangrando. Em algumas pessoas, o episódio acontece depois de um pequeno trauma. Em outras, fatores ambientais, inflamatórios, medicamentos ou alterações da coagulação podem contribuir.

Tempo seco e ressecamento nasal

Uma mucosa nasal muito seca tende a formar pequenas fissuras e crostas.

Quando essas crostas se rompem, vasos superficiais podem sangrar.

O ressecamento pode aumentar durante períodos de clima seco, exposição prolongada ao ar-condicionado ou mudanças de temperatura. O NHS e a Mayo Clinic incluem ressecamento entre causas frequentes de epistaxe.

Cutucar ou manipular o nariz

A manipulação frequente do interior das narinas pode provocar pequenos ferimentos e romper vasos.

Essa é uma causa particularmente comum em crianças.

Assoar o nariz com força

Assoar repetidamente ou com muita força também pode traumatizar a mucosa, especialmente quando ela já está irritada ou ressecada.

Rinite e inflamação nasal

A rinite pode contribuir indiretamente para sangramentos.

Durante crises, a mucosa fica inflamada e o paciente costuma assoar, coçar ou manipular o nariz com maior frequência. Esse conjunto de fatores pode aumentar a fragilidade local.

Ter rinite não significa que todo episódio de epistaxe seja causado por ela. Sangramentos recorrentes devem ser analisados individualmente.

Trauma ou pancada no nariz

Pancadas, quedas e outros traumas faciais podem causar sangramento nasal.

Quando a epistaxe ocorre após trauma importante, principalmente se houver deformidade do nariz, dor intensa, dificuldade para respirar ou traumatismo da cabeça, a avaliação deve ser mais rápida. NHS e Mayo orientam procurar assistência diante de sangramentos relacionados a traumas relevantes.

Medicamentos anticoagulantes e antiplaquetários

Medicamentos que reduzem a capacidade de coagulação podem aumentar a intensidade ou prolongar episódios de sangramento.

É importante informar ao médico todos os medicamentos utilizados.

Não suspenda anticoagulantes ou antiplaquetários por conta própria. A diretriz da AAO-HNS recomenda priorizar medidas iniciais para controle da epistaxe antes da retirada ou reversão desses medicamentos quando não existe sangramento com risco de vida.

Alterações da coagulação

Doenças que interferem na coagulação também podem aumentar a frequência ou intensidade da epistaxe.

Histórico pessoal ou familiar de sangramentos frequentes deve ser informado ao médico.

Pressão alta causa sangramento nasal?

Não é correto considerar a hipertensão uma causa automática de sangramento nasal.

O NHS inclui pessoas com pressão alta entre os grupos que apresentam maior probabilidade de ter epistaxe. A Mayo Clinic, por outro lado, ressalta que, de maneira geral, o sangramento nasal não deve ser interpretado como sintoma ou consequência direta da hipertensão.

Isso significa que encontrar pressão arterial elevada durante um episódio de epistaxe não prova, por si só, que ela provocou o sangramento.

Quando pressão alta e sangramentos recorrentes ou intensos aparecem juntos, ambos precisam ser avaliados dentro do contexto clínico do paciente.

Fontes:
https://www.nhs.uk/conditions/nosebleed/
https://www.mayoclinic.org/symptoms/nosebleeds/basics/causes/sym-20050914

 

Outras alterações dentro do nariz

Sangramentos recorrentes, principalmente quando acontecem repetidamente de apenas um lado, podem justificar uma avaliação mais detalhada da cavidade nasal.

A diretriz da AAO-HNS recomenda endoscopia nasal em pacientes com sangramento recorrente apesar de tratamentos anteriores ou com episódios unilaterais recorrentes para identificar o local da hemorragia e orientar a conduta.

Qual é a diferença entre epistaxe anterior e posterior?

A epistaxe pode ser classificada de acordo com a região do nariz onde ocorre o sangramento.

Epistaxe anterior

É o padrão mais comum.

O sangramento se origina em vasos localizados mais próximos da entrada do nariz, frequentemente na região anterior do septo.

Em muitos casos, responde à compressão correta.

Epistaxe posterior

O sangramento surge em uma região mais profunda da cavidade nasal.

Pode ser mais difícil identificar a origem e controlar apenas com compressão.

Esses quadros tendem a justificar avaliação médica mais rápida, principalmente quando o volume de sangue é elevado.

Quando o sangramento nasal é preocupante?

Nem todo nariz sangrando representa uma emergência. No entanto, intensidade, persistência, sintomas associados e condições clínicas do paciente podem mudar completamente a situação.

Procure atendimento com urgência quando:

  • o sangramento for intenso
  • houver dificuldade para respirar
  • ocorrer fraqueza, tontura ou sensação de desmaio
  • grande quantidade de sangue estiver sendo engolida
  • o sangramento começar após trauma importante na cabeça ou face
  • não houver resposta adequada à compressão contínua
  • houver doença conhecida da coagulação
  • o paciente utilizar anticoagulantes e o sangramento for difícil de controlar

As referências não utilizam exatamente o mesmo limite de tempo. O NHS recomenda atendimento de urgência quando o sangramento continua por mais de 10 a 15 minutos, enquanto a Mayo Clinic utiliza um intervalo maior em algumas de suas orientações. Por isso, não é adequado transformar um único número em regra universal. Intensidade do sangramento, resposta à compressão e condições associadas também precisam ser consideradas.

Nariz sangrando por mais de 20 minutos é perigoso?

Um sangramento que persiste apesar de compressão correta merece atenção.

Mais importante do que aguardar exatamente 20 minutos é avaliar se a pessoa realizou a compressão corretamente, se existe grande perda de sangue e se aparecem sintomas como tontura, fraqueza ou dificuldade para respirar.

Se o sangramento for intenso ou continuar após uma tentativa adequada de compressão contínua, procure atendimento.

Por que meu nariz sangra com frequência?

Sangramento nasal recorrente não deve ser simplesmente normalizado.

Entre as possibilidades que podem ser investigadas estão:

  • ressecamento persistente
  • manipulação repetida da mucosa
  • rinite ou outras inflamações
  • vasos superficiais mais frágeis
  • medicamentos
  • problemas da coagulação
  • alterações estruturais ou lesões dentro da cavidade nasal

Em situações específicas, o histórico familiar também é relevante. A diretriz da AAO-HNS recomenda investigar sinais de telangiectasia hemorrágica hereditária quando existem episódios recorrentes de sangramento nas duas narinas ou histórico familiar de epistaxe recorrente. Trata-se de uma condição específica e incomum, portanto ter sangramentos frequentes não significa, por si só, apresentar essa doença.

Fonte científica:
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31910111/

 

A Mayo Clinic orienta procurar avaliação quando os episódios são frequentes, mesmo quando é possível interrompê-los em casa.

Sangramento em apenas uma narina é preocupante?

Um episódio isolado em apenas uma narina não significa necessariamente algo grave.

Porém, quando o sangramento unilateral se repete, a investigação ganha importância.

A diretriz da AAO-HNS recomenda avaliação por endoscopia nasal nos casos de epistaxe unilateral recorrente para localizar o ponto de sangramento e investigar possíveis alterações dentro da cavidade nasal.

Nariz sangrando pode ser câncer?

Pode estar relacionado a tumores nasais ou paranasais em situações menos comuns, mas isso não significa que um episódio de sangramento nasal seja sinal de câncer.

A maioria das epistaxes tem causas muito mais frequentes, como ressecamento da mucosa, pequenos traumas e manipulação nasal.

O que merece atenção é o padrão do sangramento. Episódios recorrentes, principalmente quando acontecem repetidamente do mesmo lado, justificam uma avaliação mais detalhada da cavidade nasal.

A diretriz da AAO-HNS recomenda endoscopia nasal em casos de epistaxe unilateral recorrente justamente para localizar o ponto de sangramento e investigar possíveis alterações não identificadas na avaliação inicial.

Portanto, o objetivo não é presumir uma doença grave, mas evitar que um sangramento persistente ou repetitivo seja banalizado sem que sua origem seja conhecida.

Fontes científicas:
https://www.mayoclinic.org/symptoms/nosebleeds/basics/causes/sym-20050914
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31910111/

 

Nariz sangrando em crianças: quando se preocupar?

Epistaxe é comum na infância.

Ressecamento, pequenos traumas, cutucar o nariz e inflamações nasais estão entre os fatores frequentes.

A conduta inicial segue o mesmo princípio: criança sentada, cabeça levemente para a frente e compressão contínua da região macia do nariz por 10 a 15 minutos.

Episódios muito frequentes, sangramento intenso ou sinais de outros problemas de coagulação justificam avaliação médica.

Em crianças menores de 2 anos, o sangramento nasal merece avaliação médica. NHS e Mayo Clinic destacam essa faixa etária entre as situações em que não se deve tratar o episódio apenas como uma epistaxe comum em casa.

Fontes:
https://www.nhs.uk/conditions/nosebleed/
https://www.mayoclinic.org/symptoms/nosebleeds/basics/causes/sym-20050914

 

Como o otorrinolaringologista investiga sangramentos nasais recorrentes?

A consulta não serve apenas para confirmar que houve um sangramento.

O objetivo é localizar sua origem e compreender por que ele está acontecendo.

História clínica

O médico pode investigar:

  • frequência dos episódios
  • duração
  • intensidade
  • se ocorre sempre do mesmo lado
  • traumas
  • rinite e outros sintomas nasais
  • medicamentos
  • anticoagulantes
  • doenças da coagulação
  • histórico familiar de sangramentos

A AAO-HNS recomenda documentar fatores que podem aumentar a frequência ou gravidade da epistaxe, incluindo distúrbios hemorrágicos e uso de anticoagulantes ou antiplaquetários.

Exame da cavidade nasal

O otorrinolaringologista pode observar a região anterior do nariz em busca de:

  • crostas
  • ferimentos
  • vasos superficiais
  • inflamação
  • secreções
  • possível ponto de sangramento

A rinoscopia anterior faz parte da investigação recomendada quando é necessário localizar a origem da epistaxe.

Endoscopia nasal

Quando o sangramento é recorrente, unilateral, difícil de controlar ou não tem uma origem facilmente identificável, a endoscopia nasal pode permitir avaliação das regiões mais profundas.

Exames complementares

Exames laboratoriais ou de imagem não são necessários para todas as pessoas.

Eles podem ser solicitados conforme a intensidade, a frequência dos episódios, os medicamentos utilizados e as hipóteses levantadas durante a avaliação.

Como o otorrino trata uma epistaxe que não para?

O tratamento depende da intensidade e do local de origem.

Cauterização nasal

Quando o ponto responsável pelo sangramento é identificado, a cauterização pode ser utilizada para controlar o vaso.

A diretriz da AAO-HNS orienta que a cauterização seja direcionada ao local ativo ou suspeito do sangramento.

Tamponamento nasal

Se o sangramento continuar e não for possível identificar adequadamente sua origem, o tamponamento nasal pode ser necessário.

Existem diferentes materiais e técnicas. Em pessoas com maior risco hemorrágico ou que utilizam anticoagulantes, a diretriz recomenda considerar materiais reabsorvíveis.

Tratamentos para quadros persistentes

Casos que continuam sangrando apesar de cauterização ou tamponamento podem exigir outras intervenções especializadas.

A diretriz inclui procedimentos cirúrgicos para controle arterial ou embolização em situações selecionadas e refratárias.

Como evitar que o nariz volte a sangrar?

Depois que o sangramento parar, a mucosa precisa de tempo para se recuperar.

Nas horas seguintes, principalmente durante o primeiro dia, procure evitar:

  • assoar o nariz
  • cutucar ou retirar crostas
  • esforço físico intenso
  • levantar objetos pesados
  • bebidas alcoólicas
  • bebidas muito quentes

Essas recomendações ajudam a reduzir o risco de reinício do sangramento.

Quando o problema está relacionado ao ressecamento, o médico também pode orientar medidas para manter a mucosa nasal hidratada.

Primeiros socorros para epistaxe em um único olhar

Nariz começou a sangrar

↓

Sente-se

↓

Incline a cabeça para a frente

↓

Comprima a parte macia do nariz

↓

Mantenha a pressão por 10 a 15 minutos sem soltar

↓

Respire pela boca

↓

Parou? Evite esforço, assoar e manipular o nariz

↓

Não parou, está muito intenso ou existem sinais de alerta? Procure atendimento

Perguntas frequentes sobre nariz sangrando

Perguntas frequentes sobre nariz sangrando

Perguntas frequentes sobre nariz sangrando

O que fazer quando o nariz começa a sangrar?

Sente-se, incline a cabeça ligeiramente para a frente e pressione a parte macia do nariz continuamente por cerca de 10 a 15 minutos. Respire pela boca e evite inclinar a cabeça para trás.

Quanto tempo devo apertar o nariz?

NHS e outras referências orientam aproximadamente 10 a 15 minutos de compressão contínua. Não interrompa repetidamente para conferir se o sangue parou.

Por que não devo inclinar a cabeça para trás?

Porque o sangue pode escorrer pela garganta e ser engolido, provocando náusea, vômito ou desconforto.

Nariz sangrando é perigoso?

Na maioria dos episódios, não. Porém, sangramentos intensos, persistentes, recorrentes ou acompanhados de outros sintomas precisam de avaliação.

Quando devo procurar pronto atendimento?

Quando houver grande perda de sangue, dificuldade respiratória, tontura, fraqueza, trauma importante ou falha das medidas iniciais para controlar o sangramento.

Por que meu nariz sangra do nada?

O episódio pode estar relacionado a ressecamento, pequenas lesões da mucosa, inflamação, manipulação ou outras causas que nem sempre são percebidas no momento.

Tempo seco faz o nariz sangrar?

Pode contribuir. O ar seco favorece o ressecamento e a formação de pequenas fissuras na mucosa nasal.

Rinite pode provocar sangramento?

Pode contribuir, principalmente quando há inflamação, coceira, manipulação e assoar repetidamente o nariz.

Pressão alta pode causar epistaxe?

A hipertensão pode estar associada ao quadro, mas não deve ser considerada automaticamente a única causa do sangramento nasal.

Anticoagulantes podem piorar o sangramento?

Sim. Esses medicamentos podem aumentar ou prolongar episódios hemorrágicos. Eles não devem ser suspensos por conta própria.

Por que uma criança sangra pelo nariz?

Ressecamento, pequenos traumas e manipulação das narinas estão entre causas comuns em crianças.

Sangramento nasal frequente precisa de otorrino?

Sim. Episódios recorrentes justificam investigação para identificar o ponto de sangramento e possíveis fatores associados.

Como evitar novos episódios?

Evite manipular o nariz, trate fatores que ressequem ou inflamem a mucosa conforme orientação médica e siga os cuidados indicados após cada episódio.

Quando é necessária cauterização nasal?

Pode ser indicada quando o médico consegue identificar um vaso ou ponto específico responsável pelo sangramento e considera essa abordagem adequada.

Qual é a diferença entre epistaxe anterior e posterior?

A anterior surge mais próxima da entrada do nariz e é mais comum. A posterior tem origem mais profunda e pode ser mais difícil de controlar.

Se o nariz sangra repetidamente, controlar o episódio é apenas metade do cuidado

Saber interromper uma epistaxe é importante. Mas quando o sangramento volta com frequência, acontece sempre do mesmo lado, aumenta de intensidade ou surge sem uma explicação evidente, compreender a causa torna-se tão importante quanto estancar o sangue.

A avaliação otorrinolaringológica permite examinar a cavidade nasal, identificar possíveis pontos de sangramento e decidir se são necessários cuidados preventivos, cauterização, exames complementares ou outro tipo de tratamento.

Primeiro, pare o sangramento. Depois, entenda por que ele aconteceu.

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Fontes e referências

Post da Clínica Luiz Pires de Mello que inspirou este artigo:
Instagram da Clínica Luiz Pires de Mello: 

NHS, Nosebleed: orientações de primeiros socorros, sinais de alerta e cuidados após o episódio.
Consultar a fonte do NHS

Mayo Clinic, Nosebleeds First Aid: orientação para posição corporal, compressão e procura de atendimento.
Consultar a fonte da Mayo Clinic

American Academy of Otolaryngology, Head and Neck Surgery, Clinical Practice Guideline: Nosebleed (Epistaxis): diretriz clínica para avaliação, compressão, tamponamento, cauterização e investigação da epistaxe.
Consultar a diretriz da AAO-HNS

Tunkel DE et al. Clinical Practice Guideline: Nosebleed (Epistaxis). Publicação indexada no PubMed.
Consultar o artigo no PubMed

Sobre a Autoria

Responsável técnico pelo conteúdo:
Equipe médica da Clínica Luiz Pires de Mello
Especialidade: Otorrinolaringologia

Este conteúdo foi desenvolvido com base na experiência clínica acumulada pela Clínica Luiz Pires de Mello, instituição dedicada à Otorrinolaringologia desde 1962. Com mais de seis décadas de atuação contínua, a clínica reúne tradição médica, precisão diagnóstica e atendimento centrado no paciente, contribuindo para a educação em saúde por meio de conteúdos informativos baseados em prática clínica e conhecimento científico.

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https://clinicaluizpiresdemello.com.br/wp-content/uploads/2026/08/nariz-sangrando-o-que-fazer-na-hora.jpg 800 1200 Equipe médica da Clínica Luiz Pires de Mello https://clinicaluizpiresdemello.com.br/wp-content/uploads/2018/12/logo_pires_de_mello-293x300.png Equipe médica da Clínica Luiz Pires de Mello2026-08-07 06:00:082026-08-28 00:10:32Nariz sangrando: o que fazer na hora, causas e quando procurar atendimento

Criança respirando pela boca: quando esse sinal merece atenção?

17 de junho de 2026/em Nariz, News, Sono/por Equipe médica da Clínica Luiz Pires de Mello

Respirar pela boca não é apenas um hábito. Em muitos casos, pode ser um sinal de que a criança está com dificuldade para respirar pelo nariz.

Quando esse quadro persiste, pode afetar a qualidade do sono, a concentração, o desenvolvimento da face e até o desempenho escolar.

Se você percebe que seu filho dorme de boca aberta, ronca ou respira pela boca durante o dia, vale a pena procurar a avaliação de um otorrinolaringologista.

Cuidar da respiração é cuidar da saúde e do desenvolvimento da criança.

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Não espere os sinais se agravarem. Cuide da respiração do seu filho hoje mesmo.

Quanto mais cedo a causa da respiração bucal for identificada, maiores são as chances de evitar prejuízos ao sono, ao aprendizado, ao crescimento facial e à qualidade de vida da criança. Nossa equipe está preparada para realizar uma avaliação completa, identificar a origem do problema e indicar o tratamento mais adequado para cada caso. Agende a consulta e ofereça ao seu filho o cuidado especializado que ele merece.

Fonte: https://www.instagram.com/p/DZtQdQVpCY9/

https://clinicaluizpiresdemello.com.br/wp-content/uploads/2026/07/crianca-respirando-pela-boca.jpg 800 1200 Equipe médica da Clínica Luiz Pires de Mello https://clinicaluizpiresdemello.com.br/wp-content/uploads/2018/12/logo_pires_de_mello-293x300.png Equipe médica da Clínica Luiz Pires de Mello2026-06-17 06:15:272026-07-02 19:05:07Criança respirando pela boca: quando esse sinal merece atenção?

Desvio de septo: sintomas, diagnóstico e quando operar

19 de março de 2026/em Nariz, News/por Equipe médica da Clínica Luiz Pires de Mello

O desvio de septo é uma alteração anatômica relativamente comum dentro do nariz e pode interferir diretamente na respiração nasal. Em muitas pessoas, a condição passa despercebida. Em outras, pode provocar sintomas persistentes como nariz entupido, dificuldade para respirar e episódios repetidos de sinusite.

O septo nasal é a estrutura que divide o nariz em duas cavidades. Quando essa parede interna se encontra deslocada para um dos lados, o espaço por onde o ar passa pode ficar reduzido. Esse estreitamento pode comprometer o fluxo de ar e causar desconforto respiratório.

A avaliação do desvio de septo faz parte da prática clínica da otorrinolaringologia. O diagnóstico costuma ser feito durante a consulta médica e, quando necessário, o tratamento pode envolver uma cirurgia chamada septoplastia.

Em termos simples, o desvio de septo ocorre quando a parede que separa as narinas não está centralizada. Dependendo do grau do desvio, essa alteração pode ou não provocar sintomas. Quando há impacto na respiração nasal ou na qualidade de vida do paciente, a correção cirúrgica pode ser considerada.

O que é desvio de septo?

Estrutura do septo nasal

O septo nasal é a parede interna que separa as duas cavidades do nariz. Ele é formado por uma parte cartilaginosa na região anterior e por uma parte óssea na região posterior. Essa estrutura contribui para organizar o fluxo de ar que entra pelas narinas.

Quando o septo está centralizado, o ar tende a circular de maneira equilibrada pelos dois lados do nariz. Essa distribuição adequada favorece uma respiração nasal mais eficiente e contribui para o funcionamento das estruturas da cavidade nasal.

O que caracteriza o desvio de septo?

O desvio de septo ocorre quando essa parede interna se desloca para a direita ou para a esquerda em relação à linha média do nariz. Esse deslocamento cria uma assimetria dentro da cavidade nasal e pode reduzir o espaço disponível para a passagem do ar.

Algumas pessoas apresentam desvios discretos e não percebem qualquer alteração na respiração. No entanto, quando o desvio é mais acentuado, a passagem de ar pode ficar comprometida e provocar sintomas respiratórios.

Sintomas associados ao desvio de septo

Quando o desvio de septo interfere na ventilação nasal, alguns sintomas podem aparecer de forma persistente. Entre os mais comuns estão a sensação de nariz entupido, dificuldade para respirar pelo nariz e respiração predominante pela boca.

Alguns pacientes também relatam ronco durante o sono, sensação de pressão facial e episódios recorrentes de sinusite. Esses sintomas costumam motivar a procura por avaliação com um especialista em otorrinolaringologia.

Como funciona o diagnóstico

Avaliação clínica com otorrinolaringologista

O diagnóstico do desvio de septo começa com a avaliação realizada pelo médico otorrinolaringologista. Durante a consulta, o especialista analisa os sintomas relatados pelo paciente e realiza o exame físico do nariz.

Essa avaliação permite identificar alterações estruturais que possam estar comprometendo a respiração nasal.

Endoscopia nasal

A endoscopia nasal é um exame que permite visualizar o interior da cavidade nasal com maior precisão. O exame utiliza um equipamento fino com câmera que é introduzido suavemente pelo nariz.

Com essa visualização detalhada, o médico consegue avaliar a posição do septo nasal, identificar o grau do desvio e observar outras estruturas importantes do nariz.

Exames de imagem

Em alguns casos, o médico pode solicitar exames de imagem, como a tomografia dos seios da face. Esses exames ajudam a avaliar as estruturas ósseas e os seios paranasais.

A tomografia costuma ser indicada principalmente quando o paciente apresenta sinusites recorrentes ou quando há necessidade de planejamento cirúrgico.

Para quem é indicada a cirurgia de septo?

Pacientes com obstrução nasal persistente

A cirurgia de septo, chamada septoplastia, pode ser indicada quando o desvio provoca obstrução nasal constante. Nesses casos, o estreitamento da cavidade nasal dificulta a passagem do ar e causa desconforto respiratório.

Quando os sintomas persistem mesmo após tratamento clínico, a correção cirúrgica pode ser considerada.

Pacientes com sinusites recorrentes

O desvio de septo pode favorecer a obstrução das vias de drenagem dos seios da face. Essa obstrução pode aumentar a frequência de episódios de sinusite.

Quando a alteração anatômica contribui para infecções repetidas, a cirurgia pode ajudar a melhorar a ventilação da cavidade nasal.

Pacientes com impacto na qualidade do sono

Alguns pacientes com desvio de septo relatam ronco frequente e dificuldade para respirar durante o sono. A obstrução nasal pode interferir no padrão respiratório noturno.

A septoplastia pode melhorar a passagem de ar pelo nariz e favorecer uma respiração mais confortável durante o descanso.

Benefícios da cirurgia de septo

Melhora da respiração nasal

Um dos principais objetivos da septoplastia é restaurar o fluxo de ar dentro das cavidades nasais. Ao corrigir a posição do septo nasal, o espaço interno do nariz tende a ficar mais equilibrado.

Essa mudança pode facilitar a respiração nasal e reduzir a sensação de obstrução.

Redução da sensação de nariz entupido

Muitos pacientes que apresentam desvio de septo relatam sensação constante de nariz entupido. Após a correção cirúrgica, o fluxo de ar tende a ocorrer de forma mais livre.

Isso pode reduzir o desconforto respiratório e melhorar a respiração pelo nariz.

Melhora da qualidade de vida

A melhora da respiração nasal pode impactar diretamente o bem-estar do paciente. Dormir melhor, respirar com mais conforto e reduzir sintomas respiratórios são benefícios frequentemente relatados após o tratamento.

Riscos e cuidados

Avaliação médica individualizada

A indicação da cirurgia de septo deve sempre ser feita após avaliação médica detalhada. Cada paciente possui características anatômicas específicas que precisam ser analisadas com cuidado.

A decisão sobre o tratamento leva em consideração os sintomas, os exames e o impacto do desvio na respiração nasal.

Cuidados no período pós-operatório

Após a septoplastia, alguns cuidados ajudam a favorecer uma recuperação adequada. Evitar esforço físico intenso nas primeiras semanas e seguir as orientações de higiene nasal são medidas importantes.

O acompanhamento médico também faz parte do processo de recuperação.

Importância do acompanhamento com especialista

As consultas de retorno permitem avaliar a cicatrização e a evolução da respiração nasal. O acompanhamento com o otorrinolaringologista ajuda a garantir uma recuperação segura.

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Perguntas frequentes

Desvio de septo sempre precisa de cirurgia?

Nem todos os casos de desvio de septo precisam de cirurgia. A indicação depende da presença de sintomas e do impacto da alteração na respiração nasal.

Septoplastia é cirurgia estética?

A septoplastia é uma cirurgia funcional. O objetivo do procedimento é corrigir a posição do septo nasal para melhorar a respiração pelo nariz.

Quanto tempo dura a recuperação da cirurgia de septo?

O tempo de recuperação pode variar entre os pacientes. Em geral, as atividades habituais são retomadas gradualmente nas semanas seguintes ao procedimento.

Responsável técnico pelo conteúdo:

Equipe médica da Clínica Luiz Pires de Mello

Este conteúdo foi desenvolvido com base na experiência clínica e no conhecimento especializado das médicas:

Dra. Andrea Pires de Mello – Otorrinolaringologista da Clínica Luiz Pires de Mello — CRM 52 51976-9 / RQE 33762
Otorrinolaringologista, Chefe do Centro de Pesquisa em Audição e Equilíbrio da Clínica Pires de Mello e Mestre pela Fiocruz. Possui ampla atuação no diagnóstico e tratamento de doenças do ouvido, nariz e garganta, com foco em distúrbios auditivos e do equilíbrio.

Dra. Ana Carolina Pires de Mello – Otorrinolaringologista da Clínica Luiz Pires de Mello — CRM-RJ: 114485-5 | RQE: 51789
Otorrinolaringologista e Otologista pela USP, com atuação clínica e cirúrgica para pacientes de todas as idades, especializada em doenças otológicas e cirurgias do ouvido.

Ambas atuam com abordagem baseada em evidências, aliando atualização científica contínua à prática clínica humanizada, garantindo informações seguras, confiáveis e alinhadas às melhores diretrizes médicas.

 

https://clinicaluizpiresdemello.com.br/wp-content/uploads/2026/03/desvio-de-septo.jpg 800 1200 Equipe médica da Clínica Luiz Pires de Mello https://clinicaluizpiresdemello.com.br/wp-content/uploads/2018/12/logo_pires_de_mello-293x300.png Equipe médica da Clínica Luiz Pires de Mello2026-03-19 22:57:282026-07-02 18:51:04Desvio de septo: sintomas, diagnóstico e quando operar

A Clínica acaba de adquirir dois equipamentos de ponta para a investigação da tonteira:

19 de fevereiro de 2019/em Exames, Nariz, News/por Equipe médica da Clínica Luiz Pires de Mello

Videonistagmografia e o vHIT. Este inclusive , é o único em Niterói !!!!!!

 

vHIT é considerado o melhor teste clínico para avaliar o RVO ( reflexo vestíbulo-oculomotor). Extremamente importante na avaliação do paciente em crise labiríntica. A maior parte das crises de tontura , com náuseas e vômitos, é decorrente de uma lesão vestibular unilateral aguda. Em um serviço de emergência a diferenciação de uma lesão vestibular periférica para uma lesão Central ( comprometimento do Sistema Nervoso Central ) por vezes representa um grande desafio. Associado a observação do Nistagmo Espontâneo e Nistagmos de fixação, torna-se até mais confiável que uma Ressonância Nuclear Magnética nas primeiras 48 horas após um Acidente Vascular Encefálico Agudo. Porém, a avaliação pelo olho sem o equipamento ( desarmado) gera dúvidas.

O vHIT é capaz de identificar com precisão não apenas a orelha comprometida, mas o canal afetado pela vestibulopatia, pois ele testa os 6 canais semicirculares do labirinto humano.

O teste consiste em rotações da cabeça realizadas de maneira passiva e imprevisível pelo examinador, sem causar desconforto.

Videonistagmografia é um método não invasivo, objetivo, rápido e de fácil realização para avaliar pacientes com distúrbios do equilíbrio ( tonteiras, vertigens, instabilidades…). Há o registro e a gravação em vídeo dos movimentos oculares, de forma que podemos salvá-los e posteriormente comparar e analisar a evolução do paciente.

https://clinicaluizpiresdemello.com.br/wp-content/uploads/2019/02/Videonistagmografia_exame.jpg 768 1024 Equipe médica da Clínica Luiz Pires de Mello https://clinicaluizpiresdemello.com.br/wp-content/uploads/2018/12/logo_pires_de_mello-293x300.png Equipe médica da Clínica Luiz Pires de Mello2019-02-19 20:14:212026-07-02 18:34:07A Clínica acaba de adquirir dois equipamentos de ponta para a investigação da tonteira:

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Clínica Luiz Pires de Mello, Otorrinolaringologia, desde 1962

Clínica Luiz Pires de Mello

Comunicado

Um novo capítulo na história da Clínica Luiz Pires de Mello

Niterói, 24 de agosto de 2026

É com grande alegria que compartilhamos uma novidade muito especial.

Fundada em 1962 pelo Prof. Luiz Rogério Pires de Mello, a Clínica Luiz Pires de Mello construiu, ao longo de mais de seis décadas, uma trajetória marcada pela excelência médica, pelo cuidado e pela confiança de gerações de pacientes.

A partir de agora, a gestão da clínica passa a ser conduzida integralmente pela Dra. Andréa Pires de Mello, Dra. Gisella Pires de Mello e Dr. Rogério Pires de Mello Netto, com o apoio do Dr. Mauro Pereira de Azevedo.

Juntos, assumem este novo capítulo com profundo respeito por tudo o que foi construído e com o compromisso de dar continuidade a esse legado.

Queremos preservar aquilo que sempre foi essencial: a tradição, a excelência médica, o cuidado e o acolhimento.